





Pode parecer besteira, mas essa pequena revista foi capaz de trazer de volta, lá dos confins do tempo, sentimentos que vivi nquela época, emoções que eram só minhas e que estavam perdidas, escondidas, num canto escuro qualquer. Lembrança de momentos doces e felizes, de expectativas para o futuro. Um reconhecimento de uma corrente de energia que circulava dentro de mim, há muito, muito tempo...
É por isso que, quanto mais o tempo passa, mas me libero para buscar qualquer coisa que faça ou tenha feito parte dos meus desejos. Sem medo das censuras, das críticas, de quem quer que seja. Há coisas muito boas com o passar dos anos. Mandamos as inibições para o inferno. Não esperamos julgamentos favoráveis e de aprovação de ninguém. Fazemos o que julgamos correto, tranquilamente. Não temos medo do ridículo. Só queremos ser felizes.




Fadas. Há quem duvide que existam. Para mim, sempre existiram. Estiveram perto de mim desde muito cedo, quando era ainda criança. Eram motivo de alegria nos meus dias, nem sempre muito alegres. A sua companhia dava-me uma energia nova, que me enchia de esperança. Esperança de que o tempo me traria grandes alegrias e dias luminosos.
Estão, portanto, em lugares onde haja boas energias, cores variadas, aromas doces e sutís, água limpa e fresca, brisa suave. Mas também podem estar nas festas, onde hajam doces, crianças, música, risos e brincadeiras.
Meu sogro trazia doces sempre que nascia um filho meu. Dizia que era para atrair as fadas que trariam boa sorte para as crianças. Daí também porque levamos flores quando as crianças nascem.
crianças darem risadas sem qualquer motivo aparente. Acalentam para que durmam serenas e tenham belos sonhos, que alegram suas almas, fazendo com que acordem felizes pela manhã, podendo se deslumbrar com a luz do sol, o verde das folhas, o gorjeio dos pássaros, o rebuliço dos outros animais, o vôo das borboletas, o canto da brisa, o ondular das montanhas, a brancura das nuvens e o azul do céu.
Minha mãe proibia a leitura de gibis, o que me fez colecioná-los às escondidas. Escondê-los, foi, durante muitos anos, uma tarefa incrível, em que empregava muito da minha imaginação. Tanto que quando jovem, ao sair de casa para morar sozinha, tinha reunido um número bem grande dessas revistas. Deixei-as lá, na casa de meus pais, onde acabaram sumindo, para minha imensa tristeza. 